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22
de abril de 2009

Procurdaor Rodrigo Alencar (D), mediador das negociações,
ouve as propostas apresentadas pela CARHP
Mediação coletiva
CARHP entrega ao MPT proposta para quitação
de débitos trabalhistas que podem chegar a mais de R$ 300
milhões
Em
audiência no Ministério Público do Trabalho
(MPT) em Alagoas, nesta quarta-feira (22), a Companhia Alagoana
de Recursos Humanos e patrimoniais (CARHP), cujo quadro funcional
é formado por servidores oriundos de vários órgãos
extintos pelo governo estadual, apresentou as novas regras para
celebração de acordo nas execuções
em andamento na Justiça Trabalhista. As dívidas
a serem pagas somam R$ 330 milhões.
A
proposta do governo estadual é enxugar a folha de pagamento
para quitar os débitos pendentes no Judiciário.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Obras e Habitação
de Alagoas (Sintohal), Cícero Lima, discordou da proposta
apresentada. Ele alega que falta de regras para resolver a situação
dos demais processos pendentes. “O débito de mais
de 300 milhões de reais não pode ser pago com a
economia na folha de pagamento, em torno de R$ 200 mil”,
Justificou.
Após
as discussões, o procurador do Trabalho Rodrigo Alencar,
responsável pelas negociações, consolidou
a proposta do órgão, determinando que seja efetivado
o desligamento dos empregados aposentados. A CARHP tem 90 dias
para efetuar a rescisão dos contratos desses empregados,
que já estão aposentados, mas que continuam prestando
serviço. Para os que serão afastados, fica garantido
o depósito integral do FGTS e o pagamento de 100% das verbas
rescisórias, inclusive a multa de 40%.
“Com
o enxugamento da folha, a CARHP utilizará o numerário
economizado para celebrar acordos judiciais. Todo valor economizado
terá de ser depositado em conta bancária em favor
da Vara de Execuções do Tribunal Regional do Trabalho
da 19ª Região. Esses valores destinar-se-ão
ao pagamento dos acordos judiciais a serem firmados”, esclareceu
Alencar.
O
procurador também determinou prazo de cinco dias para a
CARHP apresentar quadro resumido da folha de pagamento, incluindo
salário e encargos. O objetivo é saber qual o montante
a ser disponibilizado mensalmente para a realização
dos acordos judiciais. “É importante a definição
de critérios para pagamento dos débitos para não
prejudicar os empregados”.
Para
a próxima audiência, marcada para 27 de maio, às
9h, na sede do MPT, serão notificados a comparecer a juíza
da Vara de Execuções, Alda de Barros Araújo.
“Será de extrema importância a presença
da magistrada uma vez que a audiência tem por objetivo encontrar
meios para quitação das execuções
trabalhistas contra a CARHP”, completou.
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