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22
de abril de 2009
Esfera
judicial
Impasse entre vigilantes e empresários
vai para dissídio coletivo
O
Sindicato dos Vigilantes de Alagoas rejeitou a proposta de reajuste
de 9% apresentada pela categoria patronal. A decisão foi
anunciada nesta quarta-feira (22), durante audiência no
Ministério Público do Trabalho (MPT). Agora, a mediação
coletiva vai para esfera judicial.
O
sindicato patronal desconsiderou o acordo firmado com os trabalhadores,
cujo reajuste seria de 12%, e manteve os 9% de reajuste linear
e o valor atual do ticket alimentação que é
de R$ 45,00. Os empresários ainda propuseram que os vigilantes
abrissem mão dos 3% de adicional de produtividade para
complementar o reajuste oferecido.
Os
trabalhadores defenderam a manutenção dos 12%. No
entanto, disseram que poderiam negociar redução
para 11,78%, e não menos que isso, para garantir que o
piso da categoria se iguale ao salário mínimo nacionalmente
unificado, que é de R$ 465,00. Quanto ao ticket alimentação,
os vigilantes defendem reajuste para R$ 50,00.
Em
virtude do impasse, o procurador do Trabalho Rodrigo Alencar encerrou
a mediação e lamentou que trabalhadores e empresários
não tenham chegado a um consenso. Como não houve
resolução do conflito pela via administrativa, a
saída será o dissídio coletivo ajuizado na
Justiça do Trabalho.
A
audiência também contou com a presença de
representantes do Centro de Gerenciamento de Crise da Polícia
Militar de Alagoas, que iniciou a mediação do conflito,
quando das manifestações realizadas pelos trabalhadores
com bloqueio de ruas em Maceió. “Agradecemos a presença
do Centro de Gerenciamento que desde o início garantiu
a tranquilidade nas negociações”, destacou
Alencar.
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