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12
de fevereiro de 2009

Audiência relizada hoje (12/2) na sede do
MPT, presidida pela procuradora Rosemeire Lôbo
Grupo Sampaio firma TAC para regularizar salários e 13º
em atraso
Em
audiência realizada hoje (12/2), com a presença de
representantes dos sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas,
o grupo Sampaio Rádio e TV Alagoas assinou termo de ajustamento
de conduta aditivo perante o Ministério Público
do Trabalho (MPT). O compromisso refere-se ao pagamento dos salários
atrasados dos empregados e do 13º salário referente
a 2008.
Quando
aos salários em atraso, referentes ao mês e janeiro
deste ano, o pagamento será feito em duas etapas. Metade
da folha será no próximo dia 13 e a outra metade,
no dia 17 de fevereiro. Caso não cumpra esses prazos, a
procuradora do Trabalho Rosemeire Lôbo, estipulou multa
de R$ 100 mil.
No
caso do 13º, a empresa se comprometeu a efetuar o pagamento
em parcelas, que variam de três a seis, dependendo do tempo
de serviço, acrescidas de 10% mais o mesmo percentual sobre
o valor total do débito por cada dia de atraso. A primeira
parcela deverá ser paga com a próxima folha, até
o 5º dia útil de março. As demais serão
efetuadas até o 5º dia útil do mês subseqüente.
Descumprindo essas obrigações também será
cobrada multa de R$ 100 mil.
A
empresa tem 15 dias para apresentar à procuradora a relação
individualizada com os valores de 13º devidos a cada funcionário.
Ao final do pagamento das parcelas também deverão
ser entregues os comprovantes de quitação. Se não
cumprir essa cláusula do acordo, o grupo Sampaio pagará
multa de R$ 5 mil.
TAC
descumprido
O
grupo Sampaio havia firmado termo de compromisso junto ao MPT,
em junho de 2002, assumindo a obrigação de pagar
salários e 13º em dia, além de recolher o fundo
de garantia dos funcionários, mas não cumpriu o
acordo. Por isso, Rosemeire Lôbo determinou multa de R$
5 mil, reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
As
denúncias contra o grupo Sampaio começaram em 2001,
em decorrência de atraso de salários, da gratificação
natalina e do não recolhimento do FGTS. A partir de investigações
e comprovação dos fatos constantes nas denúncias,
o MPT propôs o TAC firmado em 2002 com o intuito de a empresa
obrigar-se a cumprir a lei. Hoje esse compromisso foi reafirmado
com a assinatura do termo aditivo.
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