| 04
de junho de 2009

Audiência públioca realizada hoje
na sede do Ministério Público do Trabalho
Ação do MPT
Audiência pública discute
condições de trabalho em pedreiras
A
melhoria das condições de trabalho nas pedreiras
do Estado foi o tema discutido na audiência pública
realizada nesta quinta-feira (04), no Ministério Público
do Trabalho (MPT) em Alagoas. A proposta é acabar com a
atividade clandestina e dar dignidade aos que sobrevivem da atividade
de extração mineral.
Além
do procurador-chefe do MPT em Alagoas, Rodrigo Alencar, participaram
da audiência o auditor fiscal do Trabalho Allysson Jorge
de Amorim, representantes de órgãos públicos
estaduais, a Petrobras, a Funai, Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNPM), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo
(Sescoop) e outras entidades envolvidas na questão.
Uma
das saídas para resolver a situação degradante
em que se encontram muitos trabalhadores é viabilizar a
formação de cooperativas nas comunidades onde existam
pedreiras clandestinas. Os representantes da Petrobras informaram
que é possível fazer parceria, mas os trabalhadores
precisam estar organizados em cooperativas legalizadas pelo Instituto
do Meio Ambiente (IMA) e capacitados, pelo Exército, para
manusear explosivos. Após a regularização,
a Petrobras comprometeu-se a participar com recursos financeiros
e com a doação de equipamentos de proteção
individual.
Definições
Como
desdobramento da audiência, o procurador Rodrigo Alencar
deu prazo de 10 dias para que a Secretaria Estadual de Planejamento
(Seplan) e o Sebrae apresentem os levantamentos de potencialidades
sócio-econômicas das localidades onde há atividade
de extração mineral em pedreiras clandestinas. “Solicitamos
urgência na conclusão desse levantamento ante a precariedade
do meio ambiente de trabalho dos que laboram em pedreiras clandestinas”,
enfatizou.
Também
foi definido que haverá inspeções nos municípios
onde funcionam as pedreiras clandestinas, a exemplo de Murici
e Maribondo. A primeira será em 27 de julho, no povoado
de Mata Verde, em Maribondo. “A intenção é
conversar com os trabalhadores, esclarecer sobre os perigos a
que eles estão expostos, uma vez que não têm
condições mínimas de segurança. Enfim,
precisamos abrir uma grande discussão para buscar resolver
o problema”, ressaltou Alencar.
A
inspeção conjunta contará com a participação
do MPT, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
(SRTE), de um técnico especializado do Exército,
do Sescoop, do IMA, do DNPM, do Sebrae e de representantes da
Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.
No
povoado de Mata Verde, os produtores não são donos
da terra onde ficam as pedreiras. Os locais são cedidos
gratuitamente ou alugados para extração mineral.
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