| 08
de maio de 2009

Audiência realizada nesta sexta-feira (08),
na sede do MPT
Saúde
estadual
MPT vai pedir na Justiça afastamento
dos servidores sem concurso
O
Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas
ajuizará, na próxima semana, ação
de execução de termo de ajustamento, pedindo o afastamento
de todos os servidores da Secretaria de Estado da Saúde
(Sesau), contratos sem prévia aprovação em
concurso público. A decisão foi anunciada na audiência
desta sexta-feira (08).
Para o procurador do Trabalho Rafael Gazzanéo, a audiência
teve o objetivo de cobrar do governo uma solução
para as irregularidades já constatadas e tentar resolver
a questão dos terceirizados de maneira administrativa.
Como não houve definição prática sobre
o afastamento dos irregulares, a saída será recorrer
à esfera da Justiça do Trabalho.
O
secretário Herbet Motta esclareceu que a realização
de concurso implicaria em desobediência à Lei de
Responsabilidade Fiscal, o que prejudicaria o Estado, principalmente
nesse momento de crise, redução do FPE e queda na
arrecadação. Por outro lado, Gazzanéo explicou
que o governo também está desrespeitando a Constituição
Federal, em seu artigo 37, ao contratar servidores sem concurso
público. “Por isso vamos pedir judicialmente o afastamento
dos irregulares e cobrar a realização de concurso”,
completou.
Motta
disse que a secretaria fez três tentativas para realizar
o concurso público, mas os processos tiveram parecer desfavorável
na Procuradoria Geral do Estado (PGE). “A justificativa
para a negativa apresentada pela PGE foi de que o acréscimo
nas despesas de pessoal implicaria em desobediência a lei
de responsabilidade fiscal”.
Segundo
Motta, a secretaria realizou estudo para dimensionar a necessidade
de pessoal e, agora, aguarda a conclusão da análise
sobre o impacto financeiro com o aumento de pessoal. Em 15 dias
o resultado será encaminhado à Secretaria de Gestão
Pública do Estado de Alagoas e, após a análise,
será enviado às secretarias de Fazenda e do Planejamento,
à PGE e à Casa Civil.
Atualmente,
há um processo em andamento com o objetivo de realizar
concurso público para contratar 237 profissionais em substituição
aos servidores que se aposentaram ou foram exonerados. “A
definição da secretaria de saúde é
pelo concurso público imediato já que não
desobedece a lei de responsabilidade fiscal, porque só
iria ocupar os cargos vagos”, disse Motta.
Com
relação à situação precária
de servidores, ou seja, os contratados irregularmente, e à
carência de pessoal, o secretário tem outro entendimento:
“Entendemos que uma ação judicial teria mais
chance de lograr êxito já que proporcionaria a regularização
por força de uma ordem do Poder Judiciário, mesmo
comprometendo a Lei de Responsabilidade Fiscal”.
O
presidente do Sindicato dos Médicos, Wellington Galvão,
que também participou da audiência, cobrou do secretário
a contratação de profissionais por intermédio
de concurso público e a aprovação do Plano
de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria. “Agora,
se não houver reajuste nos valores pagos aos médicos
não adiantará fazer concurso. Os médicos
daqui estão indo embora para os estados vizinho porque
lá paga-se muito melhor.Sabemos que o governo tem condições
de implantar nosso PCCS porque, nos plantões extras, está
pagando aos médicos concursados o valor previsto no PCCS”.
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