_Procuradoria Regional do Trabalho da 19ª Região - Alagoas
11 de maio de 2009


Trabalhadores da falida Fábrica Carmen durante audiência na sede do MPT nesta segunda-feira (11)

Medida cautelar
MPT vai pedir bloqueio de faturamento de empresa ligada à Fábrica Carmem

Cerca de 50 funcionários da falida Fábrica Carmem estiveram no Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas, nesta segunda-feira (11), e participaram de audiência para tentar buscar solução para o problema que enfrentam: salários e décimo terceiro em atraso e outros direitos desrespeitados. Diante da situação, a procuradora do Trabalho Rosemeire Lôbo decidiu entrar com ação cautelar, pedindo o bloqueio de percentual do faturamento da parte da empresa que está comercializando mercadorias.

Segundo a procuradora, a medida cautelar visa a garantia do pagamento das verbas trabalhistas aos funcionários. A situação desses empregados é difícil porque não está sendo recolhido nenhum valor referente ao FGTS, INSS e outros direitos trabalhistas. O décimo terceiro está sendo pago em tecidos, mesmo que o trabalhador não concorde.

Também ficou deliberado na audiência que o Sindicato dos Trabalhadores de Fiação e Tecelagem do Estado de Alagoas deverá apresentar à procuradora, no prazo de uma semana, a relação dos trabalhadores com os respectivos valores referentes aos salários, décimo terceiro, FGTS, férias, horas extras, adicionais, repouso remunerado e feriados. O sindicato terá de fornecer ainda dados para que o MPT possa qualificar as empresas denunciadas, bem como a estimativa mensal de valores movimentados pela parte da empresa que está comercializando mercadorias. “Esses dados são essenciais para a propositura da medida cautelar”, completou a procuradora.

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