6
de
março de 2009
Fábrica
de refrigerante firma termo de compromisso com MPT
A Indústria e Comércio de Bebidas Maceió
LTda, responsável pela fabricação do refrigerante
Nova Guarina, firmou termo de ajustamento de conduta com o Ministério
Público do Trabalho (MPT) em Alagoas. A empresa assumiu
compromisso de não admitir trabalhador sem registrar
a CTPS, ainda que seja contrato de experiência, nem admitir
menores de 16 anos para qualquer tipo de atividade.
De acordo com a procuradora do Trabalho Virgínia Ferreira,
a empresa também está obrigada a não contratar
menores de 18 anos para trabalho noturno, perigoso ou insalubre,
conforme o disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição
Federal e na Consolidação das Leis Trabalhistas
(CLT). A fábrica está obrigada a respeitar a legislação,
de forma a resolver a situação irregular constatada
pela equipe do MPT em julho de 2008.
O termo de compromisso prevê a obrigação
da empresa de fornecer equipamentos de proteção
individual (EPIs) para os empregados, além de promover
treinamento para uso adequado e fiscalizar a utilização
desses equipamentos. Terá de pagar as horas extras e
fazer constar nos contracheques a quantidade de horas trabalhadas
e o valor a ser pago.
Segundo a procuradora, o TAC obriga a empresa a observar a duração
normal do trabalho, respeitando a CLT, de maneira a não
exceder a oito horas diárias e a 44 horas semanais. Caso
descumpra essa cláusula, o proprietário da fábrica
pagará multa de R$ 500,00, corrigida pela taxa Selic,
por trabalhador encontrado em situação irregular
ou prejudicado. O valor será reversível ao Fundo
de Amparo à Infância e à Adolescência
(FIA).
Por que o TAC?
A procuradora Virgínia Ferreira propôs a assinatura
do termo de compromisso porque, em julho de 2008, o MPT flagrou
trabalhadores sem registro nas CTPS na fábrica de refrigerante
Nova Guarina. Além de não fornecer equipamentos
de proteção individual aos empregados, a empresa
os submetia à jornada excessiva.
As condições do ambiente eram precárias
e, por isso, a procuradora também encaminhou ofício
ao órgão competente para que fosse realizada fiscalização
nas instalações da empresa. Após visita
do Ministério da Agricultura no local, a fábrica
foi autuada e teve apreendidas amostras de refrigerantes para
estudos mais detalhados.