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6
de
março de 2009
Decisão
judicial
Município de Maceió pagará
multa de mais de R$ 127 mil por descumprir acordo com MPT
O juiz da 2ª Vara do Trabalho de Maceió, Josimar Batista
dos Santos, determinou que o município de Maceió
pague R$ 127,3 mil por não implantar políticas públicas
para erradicar o trabalho infantil. Trata-se da execução
de termo de ajustamento de conduta, firmado em janeiro de 2002,
cuja ação foi ajuizada em janeiro deste ano pelo
Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas.
A decisão do magistrado, favorável ao pedido do
MPT, foi encaminhada para cumprimento do mandado e o valor da
multa será revertido ao Fundo da Infância e da Adolescência.
Segundo a procuradora do Trabalho Virgínia Ferreira, a
ação de execução do TAC foi ajuizada
porque, sete anos após a assinatura do acordo, o município
não implantou políticas públicas de combate
ao trabalho infantil, como previa o documento.
Motivos da ação
De acordo com documentos da Superintendência Regional do
Trabalho e Emprego (SRTE), foram encontrados 253 meninas e meninos,
menores de 18 anos, em situação de risco, trabalhando
em diversas atividades no setor informal, contrariando as cláusulas
do mencionado termo de ajustamento de conduta. "Demos todos
os prazos, fomos pacientes e compreensivos ao máximo, mas,
infelizmente, o Município de Maceió não tem
agido suficientemente para cumprir suas obrigações
constitucionais de proteção à infância,
ratificadas perante o MPT", declarou a Procuradora.
Essas crianças e adolescentes foram identificados pela
SRTE em Alagoas durante fiscalizações realizadas
no município. Os relatórios com as fichas de identificação
foram encaminhados ao MPT para que fossem tomadas as providências
necessárias para resolver a situação.
Ao longo desses sete anos de vigência do termo, o MPT fez
o acompanhamento para constatar se o acordo estava sendo cumprido.
E a situação encontrada não foi das melhores.
As inspeções realizadas nos locais onde havia o
Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti)
comprovaram falta de condições mínimas para
atender as crianças.
Além das inspeções, foram feitas várias
audiências na sede do órgão para cobrar do
município a ampliação das metas do Peti,
a implantação, de fato, da jornada ampliada, bem
como a erradicação do trabalho de crianças
encontradas com frequência nas ruas da capital.
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