12
de janeiro de 2010

Procurador
Gazzanéo em audiência com o prefeito
Cícero Almeida, Jorge Coutinho, da SMTT, e representantes
dos
sindicatos dos Rodoviários e dops emrpesários
Combate
aos piratas
MPT busca sensibilizar município
para coibir táxis-lotação
Em reunião realizada nesta terça-feira (12), no
gabinete do prefeito Cícero Almeida, o Ministério
Público do Trabalho (MPT) em Alagoas saiu em defesa dos
rodoviários e discutiu o combate aos táxis-lotação
em Maceió, que são uma ameaça à manutenção
dos postos de trabalho de motoristas e cobradores. O objetivo
do encontro foi sensibilizar o prefeito no sentido de intensificar
as ações de fiscalização para coibir
os transportes “piratas”.
O
procurador do Trabalho Rafael Gazzanéo disse que sabe das
dificuldades para fazer o combate aos clandestinos e, por isso,
propôs a reunião com o prefeito Cícero Almeida,
Jorge Coutinho, da Superintendência de Transporte e Trânsito
(SMTT) e os sindicatos dos Rodoviários (Sinttro) e dos
empresários. “A intenção foi conversar,
buscar soluções concretas para resolver a situação
antes de recorrer às medidas judiciais. Sabemos que não
é fácil combater os irregulares, mas o município
tem a obrigação de combater os táxis-lotação”,
destacou o procurador.
O
prefeito se defendeu e afirmou que o combate está sendo
feito, mas que o município precisa estar respaldado juridicamente
para evitar prejuízos aos trabalhadores e empresários.
Para isso pediu apoio do MPT e do Ministério Público
Estadual. O procurador Gazzanéo lembrou que a decisão
política de combater os clandestinos é do município.
“A obrigação é do município,
mas, com certeza, terá o apoio do MPT, porque os táxis-lotação
não têm respaldo legal. Sugiro que haja planejamento
para coibir a atuação dos irregulares”.
O
superintendente da SMTT, Jorge Coutinho, disse que o órgão
vem fazendo planejamento, mas o problema encontrado está
na área operacional, porque não há disponibilidade
de pessoal para dar suporte às operações.
Coutinho ressaltou a dificuldade de realizar apreensão
dos veículos porque a Polícia Militar não
disponibiliza pessoal para as operações.
No
entanto, Cícero Almeida assegura que algumas medidas estão
sendo tomadas para coibir os clandestinos. Uma delas é
a fiscalização permanente e a cassação
da concessão do táxis que é pego fazendo
lotação. A outra é o cartão eletrônico
que substituiu o antigo vale-transporte. O prefeito acredita que
esse processo vai reduzir o número de passageiros nos táxis-lotação
porque muitos pagavam com o vale e, agora, não podem mais
usá-lo.
O
presidente do Sinttro, Écio Ângelo, acredita não
ser difícil identificar os pontos onde há maior
atuação dos “piratas” e listou alguns
locais que precisam de fiscalização constante. “Próximo
ao antigo Cine Ideal há quatro pontos de lotação,
onde se revezam cerca de 40 a 50 veículos. A Praça
do Pirulito e outros locais do Centro, próximo à
Igreja de São Benedito e da antiga Telasa, são outros
locais onde diariamente vemos o transporte irregular”.
Sérgio
Rodrigues, presidente da Transpal, que representa a classe empresarial,
disse que a atuação dos táxis-lotação
será resolvida com fiscalização permanente.
“Se houver um trabalho constante para intimidar a ação
dos irregulares, em pouco tempo teremos uma situação
bem melhor. Acredito que estamos próximos de resolver esse
problema”.
O
procurador Gazzanéo acredita que o objetivo da reunião
foi cumprido, mas para concretizar as ações marcará
uma audiência pública com todos os órgãos
e entidades que tenham interesse em combater a atuação
dos táxis-lotação.
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